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As 12 perguntas que dimensionam um problema de processo antes de gastar CAPEX

Comprar máquina nova é a resposta cara para um problema que quase nunca é de máquina. O protocolo que usamos para dimensionar a causa antes de dimensionar o investimento.

03 de julho de 20262 min de leitura

Toda vez que uma linha não entrega a capacidade prometida, existe uma tentação previsível: comprar mais capacidade. Uma máquina a mais, um turno a mais, um investimento que "resolve de vez". Na maioria dos casos que diagnosticamos, o gargalo não estava na capacidade instalada — estava em variabilidade, setup, qualidade de primeira passada ou fluxo. E esses não se compram; se corrigem.

O problema é que dimensionar a causa real exige as perguntas certas, na ordem certa, antes de qualquer decisão de investimento. Abaixo está o protocolo que aplicamos — as primeiras perguntas abertas, e o protocolo completo de 12 na versão integral.

1. O gargalo é de capacidade ou de estabilidade?

Uma linha que produz 100 peças/hora quando estável e 60 quando não, não tem problema de capacidade — tem problema de estabilidade. A pergunta separa o investimento (mais máquina) do trabalho de engenharia (menos variação). Confundir os dois é o erro de CAPEX mais comum que vemos.

2. Qual é a capacidade real versus a nominal?

Capacidade de catálogo assume condições ideais. A pergunta que importa é quanto a linha entrega no mundo real, descontando setup, refugo, retrabalho e microparadas — o OEE honesto, não o do relatório.

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O primeiro passo é sempre o mesmo: um diagnóstico que separa causa de sintoma.